Ao Monstro Venéreo das Placentas Resgatadas
Aquele escorpião popularesco
de praia e de sorriso esconde um verme,
esconde a vilania no trajeto,
e a chaga e o egoísmo... e nos devora.
Aquele escorpião no pole dance
recolhe aplausos ao mostrar venenos,
é quase um fim do mundo a cada hora,
e desce rebolando à falsidade.
Aquele escorpião sociopata,
repassa mil amigos, vãos contatos,
em seu teatro – pacto macabro –
saracoteia destilando abraços.
O destilar no álcool feito sangue,
em sangue que destila o pus – contrato
- levando almas à vala, respinga,
mais uma chuva pro meu céu nublado.
Aquele escorpião fecha a cortina
com seu rabito sempre selfieado.
Então eu lanço uma sentença tensa,
assim, para quebrar qualquer sentido;
vejamos rabos, venenos e mundos,
e giros cada vez menos profundos;
há uma rima para empobrecer,
para aniquilar e fenecer,
por dentro do Mundo
um Globo fluido,
só há grito, fundo, ruído.
Desmaterializando escorpiões,
constelações em góticas cagadas,
há choro, ranho e nada além do mesmo,
são jovens problemáticas modinhas.
Há modas velhas em dois mil e dezessete;
há sempre um meia-meia antes dos sete...
falou a tão pop trevosidade
que’à besta atitude falta um seis,
e à besta imaginação nos queima
agora, e depois e outra vez...
Há modas velhas no passar futuros,
futuras modas em gênios passados,
e o gênio finda agora em memes fracos
ou fortes, nada mais é como antes.
Velha concepção, brado quebrado,
atormentado tédio, hercúleo gozo,
tudo malabarista e sem contorno,
tudo contorcionista em HD.
Aquele escorpião em good vibes
não se explica, é simples... e é só isso.
*Título impactante em Latim