Um proto verme disforme
na fôrma,
na prateleira,
no tempo modernizado
nada almeja futuros.
Palavras que se conformam
na grade
desta desforra;
toda hora é hora
pra mendigar pitaqueiros.
Os betas estão chegando;
os alfas estão mandando;
os ratos grudam mamando
nas mamas que apodrecem.
Ao redor escorrem moedas
sem rimas, sintéticas,
por onde surgem mil cursos
pra fórmulas de gravatas
pra fórmulas de gavetas
é a nata
que na plebe
circulam os semideuses.
Os semideuses ministram
pr’atores menos escribas:
As fórmulas mais seguras.
Altares pra pouca bosta:
Enrosca, padrão não troça;
é traça que se amarga
e desce depois da tosa.
Um novo verme fenece,
e desce
ao esquecimento.
Não lançam vermes ao vento
Arte: apodrecimento.
20/11/2017 – 23:14